Outubro Rosa – Câncer de Mama

Por: Dra. Maya Tinos Moreno, publicado em: 30/10/2018

O câncer de mama é a segunda neoplasia mais frequente no mundo, estando atrás apenas dos tumores de pele não melanoma. Só no Brasil, a estimativa é de 59.700 casos novos de câncer de mama para o ano de 2018. A incidência aumenta progressivamente após os 35 anos, sendo mais comum após os 50 anos.

Os principais fatores de risco são: 

  • sexo feminino
  • idade (quanto maior a idade, maior o risco)
  • primeira menstruação antes dos 12 anos
  • menopausa após os 55 anos
  • primeira gravidez após os 30 anos
  • nuliparidade (não ter filhos)
  • uso de contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal pós menopausa, especialmente por tempo prolongado
  • obesidade
  • consumo de bebida alcoólica
  • exposição à radiação
  • mutações genéticas relacionadas ao câncer de mama, especialmente BRCA1 e BRCA2. 10% dos casos de câncer de mama são hereditários. Pacientes com histórico de familiares de primeiro grau com: câncer de de mama, principalmente em idade jovem, câncer de ovário ou câncer de mama em homem, podem ter predisposição genética para desenvolverem câncer mama e por isso são consideradas de alto risco para a doença.

A prevenção não é totalmente possível, mas com alimentação saudável, prática de atividade física e controle da obesidade, o risco de desenvolver a doença é menor.

Os principais sintomas são:

  • nódulo na mama, fixo e normalmente indolor
  • pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto de casca de laranja
  • alteração ou retração do mamilo
  • nódulos na axila ou no pescoço
  • saída de secreção anormal pelo mamilo

Quando diagnosticado precocemente, a chance de cura é de 95%. Desta forma, é importante estar atenda a qualquer alteração suspeita na mama, através do auto exame. Além disso, a realização da mamografia após os 50 anos é ferramenta importante na detecção precoce da doença, mesmo em mulheres assintomáticas.

Quando o diagnóstico é realizado nas fases iniciais da doença, as taxas de cura são altas e os tratamentos, menos agressivos.

Postado por: Dra. Maya Tinos Moreno, publicado em: 30/10/2018

CRM 150 295
Especialidades: Ginecologia / Obstetrícia


 

Formação

– Graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)  – 2006-2011

– Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) – 2012-2014

– Título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia / (FEBRASGO – TEGO) 2015-2016

– Especialização em Oncologia Pélvica e Oncologia Pélvica Avançada pela Universidade Estadual de Campinas(UNICAMP)  – 2015-2016

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