Janeiro Roxo: Mês de conscientização e combate a hanseníase

Por: Dra. Gabriela Nero Mitsuushi, publicado em: 23/01/2019

O Brasil ainda é um país endêmico para a hanseníase: estamos em segundo lugar com mais casos da doença, atrás somente da Índia. Por ano, são registrados aproximadamente 30 mil casos. No mês de janeiro, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promovem campanha e ações educativas para a população. Em 2019, o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase será dia 28 de janeiro. A data reforça o compromisso em controlar a hanseníase, oferecer o diagnóstico e o tratamento corretos, difundir informações e desfazer o preconceito.

O QUE É

A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa causada pelo bacilo Micobacterium leprae. Não é hereditária.

TRANSMISSÃO

Ocorre por meio do contato contínuo e prolongado entre pessoas doentes não tratadas e pessoas saudáveis, através das vias aéreas superiores (tosse, espirros, fala). Não é transmitida pelo toque. O período de incubação (tempo entre a aquisição a doença e da manifestação dos sintomas) varia de seis meses a cinco anos.

SINAIS E SINTOMAS

A maneira como a hanseníase se manifesta varia de acordo com a genética de cada pessoa. Afeta primordialmente a pele, mas pode afetar também os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos. Podem ocorrer manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele com diminuição de sensibilidade à temperatura, dor e/ou toque, além de diminuição do suor e pelos nesses locais. Nódulos nas áreas mais frias do corpo (orelhas, cotovelos, pés e mãos) podem ocorrer.

                         

A hanseníase pode provocar graves incapacidades físicas se o diagnóstico demorar ou se o tratamento for inadequado. Quando afeta os nervos, pode causar formigamento, sensação de choque, dormência e queimaduras nas mãos e pés por falta de sensibilidade, além de falta de força e problemas nos olhos.

Testes diagnósticos simples, como teste de sensibilidade térmica, são feitos para o diagnóstico de hanseníase.

O diagnóstico deve ser feito o quanto antes para evitar o surgimento de sequelas. Ao suspeitar dos sintomas, procure um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia. O tratamento é gratuito e disponibilizado em todo o território nacional. Importante: todas as pessoas que convivem ou conviveram com o paciente de hanseníase devem ser examinadas.

TRATAMENTO

O tratamento é eficaz e cura. Quanto mais cedo for iniciado, menores são as agressões aos nervos e é possível evitar complicações. Em qualquer estágio da doença, o paciente recebe gratuitamente os medicamentos para ingestão via oral durante 6 meses a 1 ano.  O paciente que inicia o tratamento não transmite a doença.   À partir da primeira dose da medicação, não há mais risco de transmissão e o paciente pode conviver em meio à sociedade.

Postado por: Dra. Gabriela Nero Mitsuushi, publicado em: 23/01/2019

CRM 150 187 | RQE 61066
Especialidades: Dermatologia


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